domingo, 20 de março de 2011

Aemulator Populi

        
         Não dava muita atenção quando o assunto em baila era sobre pessoas invejosas. Por quê? Porque nunca acreditei muito nisso, para mim, tratava-se mais de uma má interpretação de quem se dizia invejado. Porém, nesses últimos meses, pude testemunhar quão terrível é esse sentimento, não por tê-lo experimentado ou por ter sido vítima dele, mas por tê-lo visto na vida de alguns! Que tragédia, como alguém se permite dominar por esse sentimento tão vil, tão pequeno, tão desagradável?
         Não sei muito se a vítima do invejoso é tão prejudicada como dizem! Parece-me, pelo contrário, que quem mais sofre em alimentar o doentio sentimento é o próprio invejoso. Por que digo isso? Porque o invejoso não vive sua vida, ele vive a vida do outro. O invejoso é um eterno frustrado, pois que os seus próprios feitos não o alegram, ele pensa que só será feliz se for o outro, aquele a quem ele inveja. Que grande perda de tempo!
         O invejoso não sossega, ele perde horas especulando a respeito do que fulano adquiriu, do que sicrano está estudando... Às vezes, o sentimento é tão forte que ele não consegue nem ouvir o que o outro está a falar, principalmente, se for concernente a algo que ele não compreende. Doutras vezes, tende a humilhar, a rebaixar e criticar, na inútil tentativa de tornar o outro menos valoroso que ele próprio. Que situação lamentável!
         Cumpre-nos lembrar o que nos disse Salomão: “O sentimento sadio é vida para o corpo, mas a inveja é podridão para os ossos.” Pv. 14. 30.  

Hamilton Anselmo

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